Origem da Moda Oncinha

A moda é assim, algumas coisas surgem com a chegada de uma nova estação, outras desaparecem, outras reaparecem e outras permanecem firmes e fortes sem abalo, como é o caso da estampa de oncinha! Mas nem sempre foi assim.

A Onça É Um Destaque da Moda de Estampas de Animais:

Para a estampa de onça ser esse ícone sensual e poderoso que é atualmente, capaz de valorizar ou arrasar nas composições de looks, muita coisa aconteceu antes:

Tudo começou muito espontaneamente quando ainda na pré-história, o homem que utilizava a caça para se alimentar, aproveitava a pele dos animais sacrificados, na ânsia  de se proteger contra o frio, e camuflar-se diante de outros animais. Desde então, a pele dos animais serviu para agasalhar o homem, sendo utilizada como casacos e tapetes até que em um certo momento depois, devido o alto custo para obter esses artigos, o uso de pele animal passou a ser sinônimo de status social, e as pessoas passaram a ter esses artigos com a intenção de exibir poder econômico, como se fosse um símbolo de status e riqueza.

Na Moda da Onça

Na Moda da Onça

Por sua vez, o consumo dessa matéria prima foi solicitada excessivamente em um curto período de tempo até que a caça predatória de animais foi considerada crime e os rumos mudaram.

Então surgiu o Animal Print, em tradução livre “estampa de animal”, uma saída industrial a fim de beneficiar os adeptos dessa “moda frustrada”, onde a estampa assemelhava-se ao padrão de pelo ou pele de animais, tais como: zebra, cobra, leopardos e vários outros… Mas essa iniciativa que parecia ter tudo para dar certo, acabou frustrada por não ser bem aceita pela sociedade.

A Causa da Frustração Na Verdade Se Resume Em Um Impasse:

Se copiado perfeitamente a pele dos animais ia contra os princípios de responsabilidade social apoiando o crime, se copiado com diferenças nítidas, não passava de uma imitação barata.  A verdade era que a sociedade se negava a receber o “animal print” em substituição à febre das peles que foi interrompida bruscamente na tentativa de livrar esses animais da extinção.

Mas aos poucos essa história foi tomando um rumo inesperado, e não foram em substituição as peles que as estampas de animais fizeram sucesso, e sim conquistando seu próprio espaço. Onde a estampa de onça foi a principal responsável por essa quebra de tabu na história da moda, pois mesmo em sua ousadia surgiu tímida na década de 60, em meio as outras estampas de animais e percorreu caminhos independente delas nas décadas seguintes. Sendo taxada a principio como vulgar quando usada nas lingeries, e depois taxada como brega quando usada em outras peças de roupa.

Até que por volta dos anos 90 começou a aceitação em massa, onde a oncinha estampando o tecido se popularizou. Com a crescente popularização, contudo, a oncinha deixou de ser item do guarda-roupa só das ditas mulheres extravagantes e “peruas” e passa a ser um clássico da moda principalmente quando se fala em inverno (época em que comumente as estampas de animal ficam em alta nas passarelas).

Estilo Oncinha

Demorou mas deu certo, atualmente a estampa está presente em diversas vitrines, guarda roupas, e até em lojas de decoração. Sofre releitura e recentemente (outono/inverno 2010) a estampa apareceu numa outra versão, em cores fortes como azul, roxo, laranja, rosa choque e vermelho. E agora sem preconceitos nós a vemos em qualquer estação.

Para percebermos de fato o que é essa febre de onça pintada que não quer passar, precisamos entender um pouco sobre o ciclo de vida dos produtos, em que de forma bem sucedida à ilustre Coco Chanel resumiu na seguinte frase: “a moda passa. O estilo permanece.”.

Invista

Invista

Identificamos então que a estampa oncinha, que ilustra a vida de muitas mulheres, sem precisar estar em alta para vermos as adeptas usando nas unhas, bolsa, pulseiras, sapatos, casacos, leggins, cintos, lenços além de diversos outros itens que não necessariamente compõem o vestuário. É sem  muito esforço um estilo de vida.

Dicas Básicas de Como Usar:

Toda mulher tem uma onça dentro de si, algumas a percebem e a despertam, outras percebem e preferem adormecê-la e existem aquelas que realmente ignoram a face onça delas. Mas independente disso a verdade é que para aderir a esse estilo e fugir do aspecto vulgar, a qual é comumente relacionada é preciso seguir algumas regras:

  • · A estampa de oncinha, automaticamente atrai olhares, se for bem usada na composição não haverá problemas, mas em caso de exageros da mesma estampa ou choque visual com outros itens no mesmo look, será desconfortável encarar a sua ousadia. Por isso aposte no básico.
  • As estampas (qualquer que seja ela) trazem consigo a dádiva de deslocar o olhar de quem a vê. Chamando a atenção para ela, então ao usar estampa de oncinha, por menor que seja a aplicação é preciso bom senso e usar em uma parte do corpo na busca de valorização, pois é para lá onde as pessoas vão olhar primeiro ou com mais frequência.
  • · Muita gente sofre com a dificuldade de combinar o animal print com outras peças de roupa. E realmente para quem não tem prática isso é muito complicado, mas enquanto você não está pronto para fazer suas apostas combine a oncinha com peças de tons uniformes, se possível utilize tons neutros (bege, branco, cinza).

Atente também para qual ocasião você está se vestindo, pode ser involuntário e de forma inocente, mas algumas pessoas podem te interpretar mal, ao te ver usando uma roupa de onça em um casamento, ou reunião de negócios por exemplo. No demais, não tenha medo dessa estampa, não precisa de muito para usá-la, basta ousadia e bom senso, e com prática fica fácil.

Por fim, se você já tem uma peça basta combiná-la com as peças básicas que possui no guarda roupa, caso não tenha, corra e compre a sua peça, se tiver medo de ousar, comece com a lingerie e depois passe para as peças que ficam a mostra. O uso e a interpretação que vão dar, só vai depender inteiramente de você.

Gostou? Curta e Compartilhe!

Categoria(s) do artigo:
Notícias

Artigos Recentes

Artigos Relacionados


Artigos populares

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *