Moda Para Mulher: Como Tudo Começou

As mulheres, de um jeito ou de outro, sempre acabam seguindo a onda da moda, mesmo que não combine com seu estilo ou seu jeito de ser, pois se é moda, está valendo. Porém, muitas pessoas pensam: como nasceu a moda feminina? Por que ela influencia tanto a nossa vida mesmo que não estejamos interessados nela?

A Moda Feminina e Sua História                              

A moda feminina apareceu quase que ao mesmo tempo em que o homem, muitos mais por necessidade do que por beleza, como ocorre nos dias atuais. Nos primórdios, as roupas eram criadas com a intenção de proteger as mulheres do frio, do calor, das picadas de insetos e até de roedores, coisas muito comuns em tempos pré-históricos.

Todas as peças de roupas eram feitas de pele de bichos, que eram abatidos para servirem de alimentação. Com o passar dos anos e com a evolução, os homens se deram conta que o couro e a pele dos animais poderiam ter cor, forma e até ficarem mais leves, macios, depois de lavados e curtidos em substâncias específicas.

A moda feminina passou por diversas etapas, como os vestidos cheios de volume e com excesso de tecido e drapeado, anquinhas, anáguas, entre outros, sendo que todo esse exagero indicava principalmente qual a posição social da mulher e ainda sua situação financeira.

Moda Feminina

Moda Feminina

Mas vamos começar de um tempo em que as mulheres eram adeptas ao espartilho, que diminuía consideravelmente as medidas, dando a elas a famosa cinturinha de pilão. Esse grande parceiro das mulheres acompanhou o público por muitos séculos, especialmente no século XIX.

Entretanto, na década de 20 as mulheres se viram livres do martírio do espartilho e da silhueta em S, pois as roupas traziam forma tubular, vestidos curtos, elegantes, leves e sem muitas frescuras. Foi a época da liberdade e do conforto, própria para embalar a dança do Charleston. Entretanto, não pensem que apesar de ser mais confortável era uma moda feia, ao contrário, trazia em cada alinhavo o encanto e a beleza da mulher, que mesmo não acentuadas suas curvas, tinha em si toda a feminilidade aflorada.

As mulheres, mesmo tendo se libertado do espartilho, ainda usariam outra companhia inseparável, o sutiã, que lançou moda e passou a ser um ícone da moda íntima. Você que lê este artigo por acaso sabe como surgiu o sutiã?

A história do sutiã começou lá atrás, na Grécia antiga, onde há algumas gravuras que mostram as mulheres com uma faixa amarrada nos seios, talvez para protegê-los ou para sustentá-los, ninguém sabe. O que sabe, na verdade, é que a ideia do sutiã partiu de uma francesa chamada Herminie Cadolle, e há bastante tempo, em 1889. Ela simplesmente cortou a parte de cima do seu espartilho e criou moda, fazendo dessa peça uma das mais importantes no vestuário feminino.

Coco Chanel

É impossível falar da moda moderna, tal qual a conhecemos hoje, sem mencionar o nome de Coco Chanel, uma das grandes revolucionárias da moda feminina. Ela criou peças que antes eram somente usadas por homens e as transformou em roupas extremamente femininas e elegantes, como o famoso Tailleur, que é um dos grandes coringas das mulheres que querem estar elegantes, mas sem ostentação. Seu legado é tão respeitado e seguido, que recentemente sua história transformou-se em filme, para fazer a alegria de quem não sabia quem era Coco Chanel e especialmente para os fãs de moda, que aprenderam muito mais sobre seu estilo e modo de criação.

Moda Feminina e Cinema

Que mulher nunca se encantou com um vestido, uma camisa, um look inteiro vestido pelas grandes divas do cinema e não teve vontade de copiá-lo? Todas têm um vestido ideal e uma cena de cinema preferida. Quem não se lembra dos vestidos usados por Julia Robert em uma linda mulher, que eram extremamente elegantes, finos, femininos, sensuais, mas sem nenhum toque de vulgaridade, ou seja, perfeitos.

Recentemente, o filme O Diabo veste Prada mostra todo o glamour do mundo da moda e também toda sua violência, no tocante a prática insaciável do poder. As composições lindíssimas vestidas por Meryl Streep e Anne Hataway são encantadoras e demonstram que o acesso à alta costura é coisa só para quem tem uma conta bancária extremamente abastada, mas a moda, nua e crua, que sai às ruas pode ser vista e revista por qualquer um.

Entretanto, ainda falando de cinema, nada como os modelos de O Vento Levou para se ter uma noção clara de como a moda mudou e como ela ainda deve mudar. Já nela e em outros setores de criação, as reviravoltas, idas e voltas sempre acontecem.

Moda Com Luxo e Glamour

Moda Com Luxo e Glamour

Anos 80

E como tudo vai e volta na moda, não poderíamos deixar de falar da década de 80, que influenciou o mundo da moda. Os anos em que tudo podia, tudo cabia e ainda deixa resquícios desse gosto duvidoso em peças atuais, especialmente os brilhos e o exagero.

Quem não viveu nessa década de ouro em que ouvia-se Menudo e usava-se polaina, não pode mensurar a grande diferença e revolução que ocorreu no mundo. E isso vale tanto para a moda, quanto para a música e para a dança. Foram anos incríveis em que se lançaram grandes nomes como: Madonna, Cindy Lauper, Tina Turner, A-HA, e na TV muitos programas legais e diferentes eram exibidos.

Foi a época da Legião Urbana, as músicas de conteúdo, das missões impossíveis da política, da criação da nova Constituição, dos cabelos rebeldes, e fumar ainda era moda, mesmo sendo ruim.

A moda é assim, muda tudo, mas deixa a essência das pessoas. Não basta ter boas roupas se você não souber combinar as cores, os estilos. Não basta usar roupas lindas e não saber conversar, nem se portar em público. A roupa deve ser parte de um todo muito maior e muito complexo, e deve vir para complementar o que já está bom. Aí sim, ela mostra algo mais do que tecidos, mostra uma pessoa, que pode fazer a diferença em sua vida e na dos outros também.

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Categoria(s) do artigo:
Beleza

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